quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bueiro pega fogo no Centro do Rio de Janeiro

Caso ocorreu na esquina da Avenida Rio Branco com Rua Mayrink Veiga. Técnicos constataram que a fiação estava completamente queimada.
Foto: Ilustrativa   Legenda: Bombeiros foram chamados para apagar o fogo
Foto: Ilustrativa Legenda: Bombeiros foram chamados para apagar o fogo
Um bueiro da Rioluz pegou fogo, na madrugada desta quarta-feira (20), na esquina da Avenida Rio Branco com Rua Mayrink Veiga, no Centro do Rio. Havia um forte cheiro de gás no local e a área teve que ser isolada. Ninguém ficou ferido.

Bombeiros foram chamados para apagar o fogo. Ao abrir o bueiro, técnicos constataram que a fiação estava completamente queimada. A suspeita é que o incêndio tenha começado após um curto-circuito. Técnicos da CEG e da Light também estiveram no local.

Só no mês de julho, foram registrados 14 explosões de bueiros. O último foi no dia 18 de julho, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, na Rua Camuirano. Um homem atingido pela tampa de ferro teve a mão quebrada.

Inspeção de 550 bueiros por dia

Na terça-feira (19), a Prefeitura do Rio e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) fecharam o termo de referência com as especificações técnicas para a contratação de empresa para serviço de monitoramento independente de bueiros na cidade. A empresa será responsável pela realização de 500 monitoramentos diários de Caixas de Inspeção (CI) e 50 monitoramentos diários de Câmaras Transformadoras (CT). Por mês, deverão ser realizados 10 mil monitoramentos de CI e mil monitoramentos de CT.

Ainda de acordo com a prefeitura, a contratação da empresa será feita em caráter emergencial, por seis meses. A iniciativa faz parte do acordo de cooperação técnica firmado entre a prefeitura, o governo, o Ministério Público e Crea-RJ.

A reunião teve a participação do secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio, o procurador do município, Ricardo Limongi, o presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, e o coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do Crea-RJ, Luiz Antônio Cosenza.

O monitoramento de risco deverá ser feito com detectores de gás (explosímetros), com leitura direta, para verificar a presença de gases inflamáveis e explosivos. Nos casos onde for comprovada a presença de gás na faixa de explosividade, a empresa deverá informar imediatamente o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, as empresas concessionárias e respectivas agências reguladoras, o Crea-RJ e o Ministério Público. (G1). 

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